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Memorial da Inclusão exibe o filme De Escuros e Silêncios
Dia 7 de dezembro de 2017 | Por Mayra Ribeiro | Sobre Cursos, Feiras & Eventos e Notícias
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A semana é de comemoração ao Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e os eventos não param. Na última terça-feira (05/12), a Revista D+ foi conferir a exibição do filme De Escuros e Silêncios, produzido pela Cíntia Alves, do Coletivo Grão, que aconteceu das 14h às 16h no Memorial da Inclusão, em São Paulo. O documentário é baseado na história de Romeu e Julieta, de William Shakespear, que no formato metalinguístico aborda as dificuldades de fazer uma obra audiovisual para surdos e cegos sem a utilização de tecnologias assistivas.

O Coletivo Grão no qual Cíntia trabalha como coordenadora pedagógica atua há seis anos no segmento cultural com uma proposta inovadora: desenvolver um produto artístico capaz de ser compreendido por surdos e cegos sem usar recursos de audiodescrição e intérpretes de Libras. A ideia para o projeto começou em parceria com Juliana Keiko, quando a coordenadora quis pesquisar uma linguagem que dialogasse com o maior número de pessoas possível. “Começamos pela utopia de falar com todo mundo e quando o todo mundo chegou, descobrimos que era muita gente diferente. Não conseguíamos dialogar com eles porque tinham muitas identidades ali. Por conta disso, passamos a estudar conversas que incluíssem identidades sensoriais de mundos opostos, mas, que pudessem compreender o que estava sendo feito na ação artística sem nenhum tipo de mediação”.

O nome escolhido para praticar essa inovação foi coisolândia, que em termos técnicos é a metodologia de diálogos significativos com diversidade. No início, o primeiro espaço para colocar a teoria em prática foi o teatro por meio do espetáculo Feio, no qual as pessoas com deficiência participaram da equipe técnica. Depois, surgiu a vontade de expandir o nicho de pesquisa, passo que deu vida ao De Escuros e Silêncios.

A diferença do documentário para a peça teatral é que no conteúdo audiovisual há a participação de surdos e cegos como atores. No total, a produção artística teve o envolvimento de 22 surdos e dois cegos.

Para Cíntia, a importância de uma iniciativa como a do Coletivo Grão é o fato de que não é um projeto social, mas, de estudo de linguagem. “Nós temos um olhar diferente sobre o indivíduo. Olhamos a identidade dele e não a deficiência”.

 

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