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Dia 21 de março de 2019 | Por Tacila Saldanha | Sobre Educação
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História da própria vida inspirou Alice a criar o curso

Mais de 100 alunos, de todas as idades, se inscreveram para aprender a se comunicar em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, na Aeda (Associação Estadual de Deficientes de Audição de Mato Grosso do Sul).

A atitude surpreendeu Alice do Nascimento, 34 anos, fundadora da associação e que criou método em que consegue ensinar a comunicação básica em poucos meses. “Percebemos que muitos cidadãos têm interesse no curso e não têm ligação nenhuma com surdos, apenas intenção de se comunicar, pois sabem da necessidade de inclusão”, diz.

Alice, que é ouvinte, sabe bem como a vida mostra que a comunicação é um direito que não deve excluir ninguém. Seu marido, Edio Asen, é surdo bilateral, e seu filho Enzo, de nove anos, surdo unilateral. Hoje, ela está gestante de Eros.

“Entrei no mundo dos surdos na faculdade de pedagogia, foi quando conheci meu esposo, ele foi meu professor. Tive facilidade de me comunicar com ele, na época ele era noivo de outra surda. Fomos nos conhecendo e acabamos namorando, noivando e casamos. Tive um filho, Enzo, hoje com 9 anos, também surdo unilateral profundo. No caso deles é genético”, explica.

Por conta de conviver tão próxima a essa realidade, decidiu fundar a Aeda, da qual é voluntária, não cobra mensalidade nem recebe auxílio governamental. Além do curso, a associação auxilia quem tem qualquer nível de surdez e familiares.

“A Aeda nasceu da necessidade da comunidade dos deficientes auditivos de garantir seus direitos e deveres como cidadãos brasileiros, lutando por inclusão e acessibilidade, tanto em Libras, como por meio de aparelhos ou outros meios tecnológicos”, diz Alice.

Curso

O curso tem uma taxa de inscrição no valor de R$ 10 mensal. Em três meses, o aluno aprende as noções básicas para se comunicar em Libras. Para saber mais, basta entrar em contato pela página no Facebook ou telefone (67) 99200-1127.

 

Reportagem – Amanda Amaral – Topmídia News

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