Referência em inclusão e acessibilidade!
ACESSO GRÁTIS | Leitor de Tela
Instituições unem-se a favor da redução da taxa de mortalidade materna
Dia 10 de outubro de 2017 | Por Mayra Ribeiro | Sobre Notícias e Saúde
Banner intérprete (2)

Você sabia que o Brasil está entre os países com maior número de mortalidade materna? De acordo com as Nações Unidas, o índice estabelecido para a fatalidade é de 35 mortes por 100 mil nascidos vivos. Mas, registros da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a nação apresenta 69 óbitos maternos por 100 mil nascidos vivos. Nesse cenário, as regiões Norte e Nordeste têm os piores resultados do país. Os casos de morte costumam acontecer durante o parto e 40 dias após.

A fim de contribuir com melhorias na vida das futuras mamães, o Hospital Israelita Albert Einstein juntou-se ao laboratório MSD para implementar um projeto-piloto de diminuição da mortalidade materna no Hospital Agamenon Magalhães. Localizada em Pernambuco, a instituição realiza uma média de 4.200 partos por ano, sendo 8% deles com urgência.  “O objetivo é melhorar o atendimento às gestantes. Principalmente, as de alto risco, já que o hospital é referência nesse tipo de atendimento pelo sistema público de Pernambuco. A atenção às mães com profissionais capacitados e infraestrutura adequada é essencial para a redução dos índices de mortalidade materna”, afirma Paola Andreoli, gerente de Projetos Estratégicos em Qualidade e Segurança do Paciente do Einstein e líder do projeto.

A iniciativa começou em março deste ano com a identificação das eventuais falhas nos cuidados à gestante e o mapeamento dos fluxos de trabalho. A partir desse diagnóstico, foi implementado um plano de ação que prevê uma redução da fatalidade em 30% durante os próximos 12 meses. Dentre as mudanças previstas pelo projeto está a capacitação de gestores e das equipes multidisciplinares de saúde. Até o momento, 170 profissionais foram treinados.

Outras alterações que também já foram feitas na entidade são: Melhorias nos protocolos clínicos; Elaboração e monitoramento de indicadores de qualidade/segurança do paciente; Padronização dos processos de investigação, análise, e aprendizagem por meio das causas relacionadas aos óbitos maternos; Fortalecimento e revisão dos processos do Núcleo de Segurança do Paciente e mapeamento de fluxos com foco nos principais riscos à assistência às gestantes e recém-mães. “Ao salvar a vida de uma mãe, estamos preservando a saúde de toda a sua família. Melhorar a qualidade e o acesso aos serviços de saúde é essencial para alcançar essa finalidade”, afirma Clarice Sztajnbok, diretora médica da MSD Brasil. A intenção é criar um modelo de atendimento após a finalização do projeto-piloto para que os aprendizados sejam replicados em outras instituições do Sistema Único de Saúde que enfrentam os mesmos dilemas.

Enquanto a iniciativa não chega a outros espaços de saúde, Cláudia Miranda, diretora do Hospital Agamenon Magalhães, mostra-se contente em fazer parte de uma ação como essa. “O projeto de redução da mortalidade materna tem sido extremamente importante porque a partir dele é possível se debruçar sobre a situação e rever os desfechos para conseguir conhecer os fatores que levam a um resultado favorável. Dessa forma, podemos replicá-los e padronizá-los”, revela.

MSD para Mães
O projeto-piloto implementado em Pernambuco faz parte da iniciativa global MSD para Mães. Idealizada pelo laboratório MSD, a iniciativa tem o objetivo de investir US$ 500 milhões em dez anos para reduzir a mortalidade materna em todo o mundo. Em cinco anos foram feitos 50 programas em 30 países.

 

Posts Relacionados

Assine a Revista D+