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Dia 6 de fevereiro de 2018 | Por Audrey Scheiner | Sobre Música e Notícias
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Em 2013, Fábio Augusto Irapuan Casitas, 37, educador físico, teve sua vida completamente mudada ao sofrer um acidente em pleno carnaval, no desfile de sua escola de samba do coração, a Pérola Negra. “Eu estava levando os carros alegóricos pro Anhembi e no trajeto tivemos que desembarcar do guincho que transporta alegoria pra ajudar o condutor na baliza, pois  ele não tinha total visibilidade. Ao desembarcar, estava entre a alegoria e o guincho, o condutor acelerou e fui parar debaixo da alegoria, que  passou por cima do meu tronco”.

Em exclusividade para Revista D+, Fábio relata que, depois de sofrer o acidente, passou por uma trajetória longa de recuperação.  “Além da fratura da minha coluna, eu peguei uma infecção hospitalar e por conta disso tive a remoção das duas cabeças do fêmur. Fiquei um ano e seis meses internado, a minha recuperação e adaptação foram bem difíceis, me reinventei em todos os sentidos e setores relacionados a minha vida profissional e afetiva”, diz o diretor.

A vontade de voltar a apssarela do samba fez com que Fábio quebrasse obstáculos para lutar pelo seu desenho de desfilar

A vontade de voltar a passarela do samba fez com que Fábio quebrasse obstáculos para lutar pelo seu desenho de desfilar / Foto: JSeixinho Produções Foto & Vídeo

Por ter nascido e ser criado na Vila Madalena e por conhecer seus morros, becos e vielas e ter um bom relacionamento com a comunidade, Fábio tornou-se um membro importante dentro da escola. “No Pérola Negra comecei aos sete anos, de idade, sempre acompanhando minha irmã, que desfila no carro abre alas. Quando completei oito anos, desfilei pela primeira vez na bateria do Pérola Negra; desde então não saí mais.”, relata Fábio.

Segundo o diretor de harmonia, Além de ser uma festa popular brasileira muito importante, o carnaval, na vida dele, é um momento único vivido a cada ano. “É inexplicável a sensação de dever cumprido e o sorriso no rosto de cada componente ao ver a sua escola pronta na concentração para o grande espetáculo”, afirma. Após o acidente, Fábio não desistiu de fazer o que mais ama. “Ao sofrer o acidente, na minha internação, comecei a planejar a minha volta e como eu poderia ser útil ao meu pavilhão e a minha escola Pérola Negra”.

Desde os sete anos de idade, o carnaval segue forte em seu sangue

Desde os sete anos de idade, o carnaval segue forte em seu sangue/ Foto: JSeixinho Produções Foto & Vídeo

Fábio também comenta que o amor pela Pérola Negra e o esforço de cada componente para ver a sua escola linda na passarela é fascinante. “Eu me sinto mais vivo. Além disso, há uma grande família que se forma por dividir um trabalho intenso durante todo o ano”, finaliza.

 

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