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Foto: Ricardo Steinmetz. Divulgação
Dia 15 de janeiro de 2016 | Por Brenda Cruz | Sobre Esporte e Notícias

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Gaúcho de 26 anos é o detentor da coroa de melhor jogador do mundo entre os cegos. Ricardo Steinmetz, ou carinhosamente Ricardinho, conquistou o prêmio por duas vezes e segue como o melhor jogador do mundo no futebol de cinco para cegos.

Em entrevista ao site Uol, Ricardinho conta que começou a praticar a modalidade quando tinha apenas dez anos e logo se transformou em um fenômeno. Em 2006, com apenas 16 anos, foi eleito o melhor do mundo logo em sua primeira participação no Mundial, no qual o Brasil foi vice, perdendo para a Argentina. A segunda premiação veio em 2014, quando o Brasil foi campeão mundial. Aquela derrota para os hermanos marcou o último torneio perdido pela seleção. Desde então, venceu tudo o que disputou inclusive dois ouros em Paralímpíada, Pequim-2008 e Londres-2012. Este ano, no Rio, tentará o terceiro.

“Até acho que deveríamos ter uma eleição anual (para melhor do mundo), mas ela só acontece a cada quatro anos, quando tem o Mundial. Então, atualmente, sou o melhor e espero sê-lo por muito tempo. E neste ano, vamos atrás de mais uma medalha de ouro”, disse o jogador.

Porém, quando tinha oito anos, foi acometido por uma doença chamada toxoplasmose congênita que levou ao deslocamento da retina e à cegueira total. Mudou-se para Porto Alegre para estudar numa escola para pessoas com deficiência visuais e se arriscou no atletismo e na natação, sem sucesso. Então, começou a praticar o futebol de cinco e aquilo virou uma paixão.

“Meu sonho de ser um jogador de futebol renasceu e deu tudo muito certo. Em apenas seis anos saí do zero para o mais alto nível”, afirmou Ricardinho, que se diz fã de Messi e até acredita ter uma certa semelhança com o craque argentino. Habilidade com a bola no pé não lhe falta.

“Sou grande admirador do Messi por tudo que ele já fez e segue fazendo. Também é um cara que joga muito e fala pouco. Não tem firula, não é marqueteiro. E este é o meu perfil. Me dizem também que ele tem a habilidade e a característica de conduzir a bola muito colada no pé. Isso é muito difícil de fazer e se assemelha bastante ao que fazemos no futebol de cinco”, disse o atleta, que é torcedor do Internacional.

Por Brenda Cruz/ Fonte: olimpiadas.uol.com.br

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