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Faltam dois meses para os Jogos Paralímpicos.
Dia 7 de julho de 2016 | Por Rosa Buccino | Sobre Notícias

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Faltando menos de dois meses para o início dos Jogos Paralímpicos, a cidade do Rio de Janeiro já conta com várias obras finalizadas pela prefeitura local, cujas estruturações foram definidas de modo a tornar vias e dependências internas acessíveis às pessoas com deficiência, sejam visitantes e os próprios atletas que competirão em 23 modalidades paralímpicas: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, canoagem, ciclismo de estrada, ciclismo de pista, esgrima em cadeira de rodas, futebol de 5, futebol de 7, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela e vôlei sentado.

O Parque Olímpico Rio 2016 já tem todas as obras concluídas e abriga a Arena Carioca 1 que será palco para as disputas de basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas. Com área construída de 38 mil m², o espaço pode receber 16 mil espectadores e disponibiliza 282 salas, 49 banheiros, oito vestiários e seis elevadores. A quadra tem 608 m² e foi construída com dois tipos de madeira maciça, um para a área de jogo e outro para o entorno, além de um sistema de apoio flexível composto por amortecedores de borracha. A acessibilidade do local inclui rampas de acesso direto da Via Olímpica, além de quatro escadas externas; há banheiros e vestiários exclusivos para pessoas com deficiência, com botões de segurança, sinais sonoros e visuais. Nas arquibancadas há assentos acessíveis. As escadas têm piso antiderrapante e faixas de contraste visual.

Já o novo pavilhão do Centro de Convenções Riocentro, outra obra completa, tem 7,5 mil m² e arquibancadas provisórias com capacidade para nove mil espectadores. Nele estão os espaços dedicados a algumas competições paraolímpicas. No Pavilhão 6, vôlei sentado; Pavilhão 2, halterofilismo; Pavilhão 3, tênis de mesa.

Ainda sobre as sedes disponibilizadas aos jogos, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, mencionou as adaptações realizadas no Estádio Olímpico (inaugurado em 2007 para os Jogos Pan-Americanos) que atendem às exigências de novas exigências para a transmissão dos jogos. Nele foram instaladas arquibancadas temporárias nos setores Norte e Sul para aumento da capacidade do estádio de 45 mil para 60 mil lugares, além de construção de banheiros acessíveis e adequações de acessibilidade para atletas cadeirantes.

Com relação às obras de reurbanização nos arredores do estádio, a prefeitura restaurou o conjunto de edificações das Oficinas de Locomoção do Engenho de Dentro, tombado na esfera municipal de proteção ao patrimônio histórico e cultural da cidade do Rio de Janeiro, criando a Praça do Trem com aproximadamente 35 mil m2, incluindo uma explanada acessível, livre de obstáculos para facilitar a circulação. Localizada nas proximidades, a Nave do Conhecimento foi totalmente adaptada para oferecer diversas informações sobre a história dos jogos e disponibiliza, inclusive, a simulação da disputa de uma corrida em bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência.

 

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Os jogos de basquete em cadeira de rodas serão disputados na Arena Carioca 1. (Beth Santos / Prefeitura – Rio de Janeiro)

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O Estádio Olímpico está adequado para as competições de atletismo paralímpico. (Beth Santos / Prefeitura – Rio de Janeiro).

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Na Nave do Conhecimento há simuladores para uma corrida em bicicletas adaptadas para pessoas com deficiência.  (Ricardo Cassiano / Prefeitura – Rio de Janeiro).

 

(Por Rosa Buccino – Editora de Projetos Especiais – Revista D+)

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