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Dia 5 de dezembro de 2016 | Por Tais Lambert | Sobre Arte e Cultura e Música e Notícias

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Uma tarde de sexta-feira já é, por si só, premissa para alegria. Imagine, então, se repleta de arte da melhor qualidade. Pois foi assim que o último dia 2, a sexta que antecedeu o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, transcorreu no Teatro Sérgio Cardoso, na região da Bela Vista, em São Paulo.

Parte da Virada Inclusiva que aconteceu por todo o Estado nos últimos três dias, o teatro recebeu uma série de apresentações acessíveis, inclusivas e completamente gratuitas. Ah, sim, e muito lindas! Uma das atrações da tarde de sexta foi dos dançarinos Paloma Fonseca e Deividi Pinheiro, em apresentação de salsa animada (e bem ousada, a contar pela quantidade de movimentos aéreos da dupla. Assista ao vídeo no fim da matéria!) no saguão do teatro.

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O professor e dançarino Deividi Pinheiro e Paloma: apresentação de salsa no Teatro Sérgio Cardoso arrancou aplausos

Paloma, de 28 anos, é dançarina profissional e tem síndrome de Down. Enquanto ela se aquecia, a Revista D+ teve oportunidade de conversar com sua mãe, Alba Valéria Nogueira Fonseca. “Sendo fisioterapeuta, gosto muito do movimento. Por isso, a Paloma e a irmã, Rafaela, estiveram, desde pequenas, envolvidas com duas atividades: uma esportiva e outra intelectual. A Paloma sempre amou o ballet”, revela.

Depois de ficar nas pontas dos pés, Paloma Fonseca aprendeu street dance. Mais tarde, teve contato com a escola Circo Dança e, daí em diante, não parou mais de aprender mil e uma modalidades. Foi na companhia que ela conheceu o dançarino Deividi Pinheiro, com quem passou a ter aulas particulares de salsa.

Da relação professor/aluna nasceu uma parceria de dança que fez história: Paloma foi a primeira e única salseira com Down a se apresentar, em 2014, na World Cup Dance, campeonato americano de muito prestígio. “Por causa desta atitude precursora, seis dançarinos com síndrome de Down se inscreveram em 2015”, conta Valéria.

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Paloma Fonseca e a mãe, Alba Valéria Nogueira Fonseca: movimento, alegria e inclusão pela dança

A dançarina, simpática, centrada e transbordando energia, disse à Revista depois de sua apresentação: “A dança traz felicidade e alegria. É tudo para mim!”. E é mesmo: de segunda à quinta-feira ela treina modalidades de dança e circo e não esconde o que prefere: “Salsa e samba de gafieira são as minhas preferidas porque são muito animadas!”, diz, com um largo sorriso.

O professor Deividi Pinheiro trabalhou com pessoas com deficiência pela primeira vez quando entrou na escola Circo Dança. Ao dar aulas particulares para Paloma se impressionou com as habilidades da moça. “Eu passava coisas tecnicamente desafiadoras e ela simplesmente conseguia fazer”, conta ele que, como dançarino, já viajou para alguns países, como China e Argentina, além de ter trabalhado em cruzeiros.

Na opinião de Deividi, “Todos nós precisamos de oportunidade. Todo ser humano adquire aprendizado do zero. No entanto, costumo dizer que a pessoa com deficiência nasce e começa não do zero, mas do -3, -4: elas têm de se esforçar ainda mais para provar que podem, que são capazes. A dança é um excelente caminho para provar essa capacidade, pois além de impactar o próprio dançarino, impacta também quem o assiste”.

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Disciplina, muito treino e prazer em dançar: Paloma e Deividi conquistaram o primeiro lugar no World Cup Dance, de 2014, nos Estados Unidos

 

A mãe de Paloma conta que sempre diz à filha que a missão dela é muito bonita: “Os dois juntos, dançando, fazem as pessoas acreditarem nas possibilidades. A alegria e a motivação que vêm disso não tem preço”.

Paloma Fonseca sabe bem até quando pretende impactar a vida de quem assiste seus passos firmes e seguros, seus requebrados e suas piruetas: “Eu vou dançar feliz por toda a minha vida!”.

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