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Ao longo dos anos, a medicina tem feito muitas descobertas por meio de estudos, e por vezes, tem achado cura e tratamento para muitas doenças. Há, ainda, diversas pesquisas em andamento e que, com todo cuidado, são testadas para avaliar seus benefícios aos seres humanos. Um desses estudos, realizado pela mestranda da Faculdade de Medicina da USP, Thais Masseti, busca a reabilitação de pessoas com paralisia cerebral, por meio do ambiente virtual.

Paralisia cerebral é o nome que se dá a um grupo de distúrbios motores que tem origem na fase de desenvolvimento do sistema nervoso central, sendo gerados por lesões neurológicas. Podem ser desencadeadas durante a formação do bebê ou até dois anos de idade.

A pesquisa de Thais, “Aprendizagem motora em tarefa virtual na Paralisia Cerebral”, mostra pontos positivos na reabilitação através do ambiente virtual, que é caracterizado pela ausência de contato físico. Isso, segundo ela, pode contribuir no tratamento porque a tecnologia pode se adequar a diversas realidades clínicas. “O ambiente virtual permite o controle da velocidade, altura e largura de objetos. Esta possibilidade auxilia no desempenho de tarefas motoras, podendo adequar as dificuldades da tarefa com o grau de deficiência da pessoa”, afirma.

Ilustração das atividades realizadas durante a pesquisa.

Ilustração das atividades realizadas durante a pesquisa.

Para verificar a funcionalidade da terapia, foi realizado um teste com a participação de 64 pessoas que se dividiram em dois grupos, um de pacientes com paralisia e outro sem qualquer distúrbio. Foram aplicadas atividades diferentes param ambos – com contato físico no ambiente virtual. E ao realizar a avaliação, o grupo com paralisia apresentou piores resultados, porém, com melhoras ao longo do das atividades.

Segundo Thais, os resultados mostram que a terapia virtual aliada a tratamentos já existentes, pode gerar melhoras nos pacientes por se tratar de um programa lúdico e interessante, além da possibilitar a realização de atividades online, sem a necessidade de sair de casa.

Por Renata Lins / Fonte: Agência Universitária de Notícias

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