Referência em inclusão e acessibilidade!
ACESSO GRÁTIS | Leitor de Tela

Além dos prêmios de melhor atleta do ano masculino e feminino e o “Atleta da Galera”, o Prêmio Paralímpicos 2017, nessa segunda-feira, 04, em São Paulo, ainda celebrou uma série de categorias. Foram premiados os destaques de cada uma das 22 modalidades que compõem o programa dos Jogos Paralímpicos de Verão, além do melhor atleta paralímpico de 2007 no futebol de 7, vela adaptada e em esportes na neve (confira a relação completa abaixo). A emoção tomou conta da plateia presente na Sala São Paulo nas homenagens às figuras que marcaram a chegada do paradesporto no Brasil.

Ao dar a primeira palavra da noite, Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, afirmou que aquele era um momento de celebração e que 2017 proporcionou muitos desafios para o esporte paralímpico pelas conquistas das medalhas e por comemorar esse feito com todos os presentes no evento. “Conquistamos muitas medalhas. […] É uma alegria comemorar tudo isso com todos vocês. Vencemos muito além das medalhas. Esse ano, conseguimos realizar um grande sonho no movimento paralímpico brasileiro”, relatou o presidente.

Mizael Conrado- Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro em sua palavra de abertura.

Mizael Conrado- Presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro em sua palavra de abertura.

“Nossos atletas conseguiram as melhores condições oferecidas para grandes competições internacionais. Temos esse sonho com o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, onde realizamos competições nacionais e internacionais de 17 modalidades paralímpicas. Até janeiro, teremos mais de 100 campeonatos realizados no CTPB, graças a nossa parceria com o governo do estado e com o Ministério do Esporte”, concluiu Conrado, ao realizar Prêmio Aldo Miccolis, entregue a pessoas que dedicaram a vida ao esporte paralímpico, que foi dado à deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) – relatora da Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência.

Uma noite de grandes homenagens

Linamara Batisttella e Tia Zaíra.

Linamara Batisttella e Tia Zaíra.

O Prêmio Paralímpicos celebrou duas pessoas em homenagem aos 60 anos do Movimento Paralímpico no Brasil. A secretária de estado dos direitos da pessoa com deficiência, Linamara Rizzo Battistella, entregou a honraria a Sylvio Moreira, médico que começou a trabalhar com o esporte paralímpico na década de 70, no Clube do Otimismo, e integrou a equipe médica brasileira em diversas competições internacionais. Zaíra do Nascimento de Melo também foi lembrada. A enfermeira, conhecida como Tia Zaíra, fez parte do time médico do país em cinco Paralimpíadas.

Sylvio a caminho de seu prêmio.

Sylvio a caminho de seu prêmio.

Jairo Klug, que tem mobilidade reduzida no pulso direito, recebeu o prêmio de maior atleta da modalidade Remo. “Isso mostra o reconhecimento de uma vida inteira de trabalho, pois estou nesse esporte há 16 anos. Espero que isso represente para os jovens que dificuldades todo mundo tem e que elas podem ser superadas”, afirma o atleta para a Revista D+.

Júlio Braz, 26, cadeirante,  recebeu o prêmio de melhor atleta do Rugby em cadeira de rodas, e afirma que receber o troféu faz valer cada esforço do treinamento. “Trabalhamos o ano todo para,  nesse final de ano, ficarmos com mais força de vontade para treinar mais ainda e conquistar coisas maiores”.

Júlio Braz, orgulhosamente exibe seu prêmio.

Júlio Braz, orgulhosamente exibe seu prêmio.

O Pedrinho Almeida, mentor do velocista Petrúcio Ferreira, foi escolhido como o melhor treinador individual, enquanto Fábio Vasconcelos, que dirige a Seleção Brasileira de futebol de 5, foi selecionado o melhor técnico de modalidades coletivas. Mariana D’Andréa, 19, que está no México para a disputa do Mundial Paralímpico de Halterofilismo, foi selecionada como a revelação da temporada.

Após vencer quatro vezes consecutivas o troféu de melhor atleta de Futebol de 5, Ricardinho Alves venceu novamente na noite de ontem. “É um reconhecimento individual pra mim, mas acaba sendo coletivo também, pois, como sou do futebol, não construo esse feito sozinho”, relata o atleta cego.

Festival de troféus

Já no segundo ano consecutivo, Petrúcio Ferreira, que tem o braço esquerdo amputado,  do atletismo, afirma que a Paralimpíada de 2016 fez com que o esporte paralímpico tivesse mais visibilidade e reconhecimento dos empresários. “Mas ainda falta a visibilidade da mídia. Precisamos que os veículos de comunicação publiquem mais nossos feitos ao longo dos campeonatos”, comenta.

Evelyn Oliveira, atleta de Bocha.

Evelyn Oliveira, atleta de Bocha.

Em fevereiro, Evelyn Oliveira, cadeirante,  vencedora de melhor atleta da Bocha, completa oito anos de carreira no esporte. “Receber o prêmio é muito gratificante. Amo estar do lado desses atletas vencedores. Agora, as expectativas para 2018 estão melhores. Há muito o que crescer ainda no esporte paralímpico, pois faltam mais empresas olharem para nossos guerreiros para proporcionar mais incentivos e patrocínios”, enfatiza Evelyn.

Entre as mulheres, pela primeira vez uma judoca foi escolhida. Ouro na Copa do Mundo de Tashkent, no Uzbequistão, prata no Grand Prix Internacional, em São Paulo, e ouro no Campeonato Brasileiro, a paulista de Tupã Alana Maldonado, 22, foi a principal atleta feminina da temporada.

“Estou emocionada com esta premiação. Queria agradecer à minha equipe técnica, meus colegas de treino e à minha família que me dá suporte diariamente. Muito obrigado a todos”, disse Alana, que foi diagnosticada com a doença de Stargardt aos 14 anos e disputa o judô para cegos desde 2014.

Alana Maldonado, vencedora do judô e de melhor atleta paralímpica feminina.

Alana Maldonado, vencedora do judô e de melhor atleta paralímpica feminina.

Por fim, a Associação Paralímpica de Indaiatuba (ADI APIN) faturou o Prêmio Clube Caixa 2017, que coroa o trabalho de um clube ou associação de destaque no ano. A ADI figura entre as três melhores do Brasil na natação desde 2011 e detém atletas nas Seleções Brasileira adulta, de jovens e escolar.

Veja a lista completas dos vencedores paralímpicos. Confira mais fotos da noite depois da lista.

Atletismo – Petrúcio Ferreira

Basquete em CR – Gelson da Silva

Bocha – Evelyn Oliveira

Canoagem – Caio Ribeiro

Ciclismo – Lauro Chaman

Esgrima em CR – Jovane Guissone

Esportes na neve – Aline Rocha

Futebol de 5 – Ricardinho Alves

Futebol de 7 – Jan Francisco

Goalball – Josemarcio Sousa

Halterofilismo – Bruno Carra

Hipismo – Sérgio Oliva

Judô – Alana Maldonado

Natação – Daniel Dias

Parabadminton – Vitor Tavares

Parataekwondo – Débora Menezes

Remo – Jairo Klug

Rugby em CR – Julio Cézar Braz

Tênis de mesa – Danielle Rauen

Tênis em CR – Ymanitu Silva

Tiro com arco – Francisco Cordeiro

Tiro esportivo – Geraldo Von Rosenthal

Triatlo – Carlos Viana

Vela adaptada – Ana Paula Marques

Vôlei sentado – Fred Dória

Posts Relacionados

Assine a Revista D+