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No próximo domingo, 22, a região central paulistana receberá uma nobre ação do Instituto Iris: ‘Cão-Guia: quanto vale o seu olhar?’. João Nicastro Silveira e Thays Martinez, respectivamente presidente-mirim e presidente do Instituto Iris (Thayz é advogada, cega e foi capa da Revista D+ número 8), estarão com seus voluntários em frente à sede da organização, na Avenida Paulista, 1159, a partir das 15h.  

O objetivo da mobilização é divulgar uma campanha via crowdfunding para arrecadar fundos em prol da causa. O Instituto tem como meta buscar cães-guias treinados a serem doados aos brasileiros pelo Iris em parceria com a ONG norte-americana Leader Dogs for the Blind, instalada em Rochester (Michigan). As doações poderão ser feitas pelo site de financiamento coletivo Kikante.

Além de buscar recursos para a causa, a mobilização tem como propósito chamar atenção para uma triste estatística brasileira: há uma estimativa de 100 cães-guia; em contrapartida, o país tem 6,5 milhões de pessoas cegas ou com baixa visão – segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) –, que procuram ser inclusas socialmente. Hoje o Iris possui uma lista de três mil pessoas que aguardam um cão-guia. João não quer apenas diminuir a fila de espera. O presidente-mirim do instituto tem também como objetivo aposentar os cães-guia que já atuam há oito anos ou mais.

De acordo com Thays Martinez, há mais de 10 deficientes visuais que têm cães-guia que precisam se aposentar após anos de trabalho. “O cão-guia apresenta uma alternativa à tradicional bengala, proporcionando ao cego maior confiança, mobilidade e independência – em relação a terceiros –, permitindo ampliar o contato com a comunidade”. A presidente também comenta sobre os benefícios emocionais que o cão proporciona.  “A presença do cão-guia ajuda a melhorar a autoestima, a combater a solidão e a fazer amigos. Essa ação tem o objetivo de convidar a população a enxergar e apoiar nossa causa”, enfatiza. Na mobilização, ela estará acompanhada de seu cão-guia Diesel.

A campanha anterior, realizada em 2016, foi muito positiva, pois garantiu a aposentadoria dos cães-guia Leila, Sam, Harley e Sirius. A nova turma – Wayne, Valen, Indy e Rudy – já está na ativa e ganhou as ruas de São Paulo. Desde a sua criação, em 2002, a organização já doou 40 animais.

Para se conseguir um cão-guia atualmente, segundo a presidente do Iris,  é necessário fazer a inscrição do Instituto pelo e-mail contato@iris.org O próximo passo é passar por uma entrevista pessoal e avaliações técnicas. “Essa inscrição nos permitirá ter um perfil do candidato, ou seja, entender que tipo de cão-guia essa pessoa precisa e, também, quanto a vida dessa pessoa seria impactada pela chegada de um cão-guia.”, afirma Thays. Ela relata também que é importante lembrar que a pessoa não paga nada durante todo processo, seja pelo cão ou pelo treinamento.

Treinamento do cão-guia

De acordo com Thays, para treinar um cão-guia é preciso um conhecimento altamente especializado, pois a segurança e integridade física da pessoa dependerão desse treinamento. “Esse trabalho se divide em três etapas fundamentais: socialização, treinamento e instrução. O processo é concluído quando o cão tem entre um ano e meio e dois anos de idade”.

A presidente do instituto também afirma que, na segunda fase do processo, já no lar onde ambos viverão juntos, o condutor aprende lições sobre temperamento e cuidados com a saúde do cão-guia, o comando necessário para se comunicar com o animal e um contato mais profundo – que aguçará a percepção e o conhecimento de informações emitidas pelo cão enquanto caminha e se desvia dos obstáculos. Essa fase dura de três a cinco semanas.

SERVIÇO

Cão-Guia: quanto vale o seu olhar?

Dia: 22 de janeiro (domingo)

Horário: das 10h às 17h

Ponto de encontro: Avenida Paulista, 1159

 

 

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