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Dia 18 de maio de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Notícias e Trabalho

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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) conta, desde 2014, com a colaboração de pessoas com deficiência no trabalho de digitalização de processos judiciais. A iniciativa faz parte do Projeto Abraçar para Incluir, criado pela servidora Daniela Ribas Rocha, que supervisiona o Centro de Digitalização, em Curitiba. No local trabalham atualmente 44 colaboradores, seis deles com deficiência auditiva.

Para continuar a iniciativa, o Tribunal firmou uma parceria com a Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), associação que atua no desenvolvimento profissional de pessoas com deficiência. A importância do trabalho é a oportunidade que os colaboradores têm de estarem em um ambiente que promove a inclusão e a realização de uma atividade intelectiva. A cada duas semanas uma psicóloga da Unilehu realiza uma visita à unidade para garantir a efetividade do desenvolvimento profissional deles.

A iniciativa inspirou um trabalho na Comarca de Foz do Iguaçu, que tem uma parceria com a Fundação Parque Tecnológico Itaipu e com a Associação de Pais e Amigos dos Surdos de Foz do Iguaçu (Apasf), que cedeu os equipamentos necessários e também um intérprete. Lá o trabalho é realizado por seis estagiários do TJ-PR com deficiência auditiva.

Trabalho

O Centro de Digitalização realiza a virtualização dos recursos aos Tribunais Superiores. Eles são inseridos nos sistemas Projudi, e-STJ e PJe. Em média cada colaborador consegue digitalizar em torno de três mil páginas por dia. A produção dos funcionários com deficiência costuma ser superior à dos outros. Daniela Ribas Rocha explica que a rapidez e a eficiência no desenvolvimento das atividades se devem ao alto grau de concentração dos colaboradores.

Para executar o trabalho, os deficientes auditivos precisam analisar documentos, e o que deve ou não ser incluído no sistema. “Não é igual bater martelo como fazem nas outras empresas. Aqui eles têm que saber o que estão fazendo”, afirma Daniela. Ela ressalta que um dos diferenciais no TJ é o foco e a valorização da parte intelectiva das atividades.

Contratada há mais de um ano, Thais Mirelle Legiehn Rodrigues acredita que a experiência adquirida ali será muito útil no futuro. “Eu tenho vontade de ficar mais tempo aqui, e também quero fazer o concurso do Tribunal.”

Thaís elogiou o projeto. Para ela os trabalhos têm que continuar se desenvolvendo. “Nós vemos que tem acessibilidade aqui. O projeto que envolve Libras é muito legal porque também inclui intérprete, e ela fica o tempo inteiro junto com a gente. Conseguimos assim desenvolver bastante o lado profissional”, garante.

 

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