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Os quatro anos do Instituto Fernando Fernandes (IFF) foram celebrados em uma grande festa ontem, 14. Diversas personalidades do meio esportivo estavam presentes para apoiar a causa do IFF e aproveitar os shows de Tiago Abravanel, Jazz Band Ball e DJ Ale Salles no Villa Blue Tree, em São Paulo. O evento contou também com duas apresentações do projeto de dança Solidariedança.

Yohansson Nascimento, 29, paratleta foi um dos nomes importantes do atletismo presente na festa. Segundo ele, foi um prazer contribuir um pouco com a causa da pessoa com deficiência. Não só na área esportiva, mas também na social. “É muito importante existir pessoas como o Fernando e o trabalho que ele faz com o instituto. Ele beneficia diversas crianças. Eu espero um dia levar esse instituto a Maceió e difundir mais o esporte paralímpico em todos os lugares”, afirma.

Parceiro de canoagem de Fernando Fernandes, Fernando Rufino, mais conhecido como Cowboy, diz que o amigo tem ideias brilhantes a cada dia. “Quero que isso sirva de espelho para outras pessoas, para que tenham a ideia de montar um projeto em outras cidades”. Rufino diz também que “as pessoas que têm potencial aquisitivo deveriam patrocinar o instituto e ajudar na ideia. Só a gente que tem deficiência sabe o quão importante é esse trabalho. Precisamos de uma parceria para colocar as pessoas com deficiência no mundo”.

A festa teve como objetivo arrecadar fundos para manter as atividades do IFF e impulsionar as discussões em torno da não exclusão de pessoas com deficiência da sociedade, a principal bandeira do instituto hoje. “A luta das pessoas com deficiência é uma causa da sociedade. A deficiência é apenas uma caraterística de alguém e não o que define um indivíduo.”, declara o presidente do Instituto Fernando Fernandes, Denis Borges.

Idealizador do instituto, o atleta da canoagem Fernando Fernandes relata que a principal meta do instituto é unir a sociedade como um todo. “A gente não tem relação só com pessoas com deficiência, mas com todos! Se a gente trabalhasse só com pessoas com deficiência, isso não seria uma inclusão, mas exclusão. Inclusão é todo mundo junto e desenvolvendo as capacidades. Trabalhamos com a não-exclusão”.

O atleta enfatiza que o paradigma de que pessoas com deficiência são incapazes deve acabar e que todas as pessoas são capazes, independentemente da condição. “Queremos desenvolver positividades. A gente não lida com problema e sim com a solução. E a solução é ter entusiasmo pela vida. Se você tem tesão pelo o que você faz, as coisas acontecem”, finaliza.

Veja a galeria de fotos do evento abaixo.

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