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Dia 23 de fevereiro de 2016 | Por Cintia Alves | Sobre Espaço TILs

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Ao longo das edições anteriores da Revista D+ vimos que os surdos vêm conquistando oportunidades de crescimento em diversas áreas e a necessidade de profissionais para atuarem como tradutores/intérpretes de Libras tem crescido gradativamente. Para tanto, é imprescindível que esse profissional esteja em permanente formação.

São inúmeras as competências necessárias a um tradutor/intérprete de língua de sinais e estas são construídas e ampliadas na medida em que este profissional entra em contato com a área, tanto no que diz respeito ao tempo de experiência, quanto ao seu campo de atuação.

Entendemos competência como a faculdade de mobilizar um conjunto de recursos para solucionar com pertinência e eficácia uma série de situações. Dentre as diversas competências necessárias ao tradutor/intérprete de língua de sinais, existem algumas que são fundamentais a priori:

Competência Linguística: refere-se ao conhecimento que o tradutor/intérprete precisa ter sobre as línguas que estarão sendo executadas no ato da interpretação.

Competência Tradutória: caracteriza-se por um conhecimento especializado, integrado por um conjunto de habilidades, que singulariza o profissional e o diferencia de outros falantes bilíngues não tradutores/intérpretes, ou seja, é ela que confere especificidade à tradução/interpretação como atividade intelectual e profissional.

Competência Referencial: relaciona-se ao desenvolvimento da capacidade de conhecer as diferentes estratégias utilizadas pelo Tils para buscar e estudar o conteúdo referente à tradução/interpretação que será realizada.

Além destas, temos algumas competências que se referem diretamente ao âmbito escolar, como é o caso da Competência Didática, que diz respeito à intencionalidade didática que está diretamente ligada com o papel do professor de formar um aluno reflexivo, que vai além da transmissão de conteúdos ou de conceitos e teorias. São estratégias planejadas e utilizadas pelo professor para fazer com que o aluno crie hipóteses sobre um determinado conteúdo, conceito ou teoria e possa refletir sobre elas. Se o Tils não for cuidadoso no ato da interpretação, poderá interferir diretamente neste processo, fragilizando o aprendizado do sujeito surdo.

Precisamos, também, pensar nos aspectos referentes ao espaço escolar no âmbito da tradução e interpretação da Libras/Português. Afinal, o Tils é um novo integrante do ambiente e a “ocupação do seu espaço” pode ser determinante nas relações estabelecidas em sala de aula. Assim, é fundamental que esse profissional sempre tenha bom senso no que se refere às suas ações.

Silvana Zajac é professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL/PUCSP), mestra em Educação (Unimep) e bacharelada em Letras/Libras (UFSC/Unicamp)

* Para participar com perguntas e sugestões, escreva para tilsdmais@gmail.com

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