Referência em inclusão e acessibilidade!
ACESSO GRÁTIS | Leitor de Tela

Conteúdo em Libras

Texto em Português

Comediante com distrofia muscular ouve pessoas com deficiência sobre o difícil caminho para conseguir ter uma vida sexual satisfatória.

A vida sexual de pessoas com deficiência é um tema que vem sendo tratado cada vez menos como tabu. Para a comediante Romina Puma, que tem distrofia muscular, todos têm direito ao sexo e essa questão não pode ser ignorada:

Há dez anos, fui diagnosticada com distrofia muscular. Eu tinha 29 anos e minha vida era bem normal. Como muitas mulheres, eu gostava de sair para conhecer novos rapazes e tive vários namorados.

Mas à medida que minha condição foi piorando e eu comecei a usar cadeira de rodas, as pessoas pararam de me ver da mesma forma.

Isso não significa que ter uma vida sexual não seja importante, ou que minhas partes íntimas não funcionem corretamente. Mas a maioria dos homens que conheço não conseguem ver além da cadeira, e trocas normalmente não passam de olhares de simpatia.

Fui conhecer Shital, uma psicóloga especializada em trabalhar com deficiência e doenças crônicas. Ela nasceu com fibromatose hialina juvenil – uma condição genética rara que provoca o crescimento de tumores pelo corpo como resultado de traumas e, muitas vezes, leva a deficiências físicas graves.00

Isso significa que quando ela estava crescendo, suas amigas estavam fazendo sexo e ela se sentia “feia e indesejável”.

“Eu tinha os mesmos pensamentos e necessidades que meus amigos, mas nossas experiências não eram exatamente as mesmas – eu sempre era a ‘amiga’, nunca a ‘amante'”, explica.

“Eu sabia como sexo funcionava, e sabia que eu queria isso um dia, mas não achei que conseguiria. Era uma vida muito solitária e me tornei muito isolada. Quanto pior eu ficava, mais eu perdia contato com meu grupo social dos 20 anos.”

Shital começou a procurar um relacionamento online, mas teve experiências ruins. “A primeira pergunta que alguns homens perguntavam era ‘Você consegue fazer sexo?’. Eu respondia: ‘Bom, agora você nunca vai descobrir’.”

Preocupações com a aparência também afetavam sua capacidade de conhecer pessoas. “Toda minha vida convivi com pessoas apontando, me encarando, me chamando de coisas como ‘mulher elefante’. Isso destruiu minha confiança – se você não tem confiança, como vai ter uma relação sexual?”

Mas com a ajuda do Outsiders Club – um grupo de amizades e namoros para pessoas com deficiência – ela conheceu Jamie, que também tem deficiência, e os dois estão juntos há nove anos.

“Quando ficamos juntos e desenvolvemos a nossa relação, ganhamos segurança sexual juntos”, explica.

“Eu jamais vou conseguir fazer todas as posições do Kama Sutra”, brinca, “mas quem vai? Isso (sexo) é intimidade, não ginástica.”

Fonte:  G1

Posts Relacionados

Acesse a Revista D+