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A Sessão Solene em Comemoração ao Dia Nacional do Surdo, realizada nesta segunda-feira, 25, não foi apenas uma noite de festa. Ela foi marcada pela reflexão sobre os direitos de todos que ultrapassam diariamente as barreiras impostas às pessoas que não podem ouvir ou que convivem com graus mais severos de perda auditiva. O Dia Nacional do Surdo, comemorado hoje, 26, passou a ser uma data de engajamento e conscientização.

Para discutir o assunto, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, o evento reuniu representantes dos governos estadual e municipal, além de especialistas e entidades sem fins lucrativos.

Para o presidente da Associação Amigos Metroviários dos Excepcionais (AME), José de Araújo Neto, as políticas precisam melhorar bastante. “Temos problemas em vários setores. Acredito que o maior problema dos surdos hoje é o atendimento na língua deles. Se a sociedade não está preparada, a participação social fica prejudicada. Porque quando eles precisam de algum serviço ou informação, a dificuldade ainda é muito grande”, afirma o presidente.

Adriana Ramalho, 36, é idealizadora da Sessão Solene, empresária e vereadora em primeiro mandato em São Paulo. “Estou aprendendo muito e com pessoas maravilhosas, que chamamos de equipe Lado a Lado. Eles têm me ajudado a criar políticas públicas para nosso município. Apesar de o desafio ser grande e ter inúmeras dificuldades, estamos empenhados e dedicados nessa missão”, comenta a vereadora.

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Adriana Ramalho. Novata na política, uma de suas principais causas é a melhoria da inclusão social da pessoa com deficiência em São paulo.

A vereadora afirma que seus trabalhos voltados para as pessoas com deficiência recebe total apoio de personalidades que atuam na causa. “Estamos fazendo audiências públicas uma vez por mês com a deputada federal Mara Gabrilli e hoje com a solenidade para falar sobre os avanços e os grandes desafios ainda na legislação e de políticas públicas para a comunidade surda”.

Uma das homenageadas da noite, Andreia Venancino, 38, tradutora e intérprete de Libras no AME, relata o que precisa melhorar na sociedade para a inclusão social dos surdos. “Falta muita informação em relação ao que é a identidade surda. A cultura do surdo tem que ser disseminada para que as pessoas entendam e consigam integrá-las na sociedade de forma igualitária”.

O secretário adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Luiz Carlos Lopes, reforçou, durante depoimento na abertura do evento, a importância de se investir nas políticas públicas voltadas à inclusão. “A presença dos alunos surdos nas escolas regulares é um passo muito importante, mas tem de haver um investimento constante e crescente nos recursos humanos. Nesse sentido, penso que é importante o que tem acontecido na rede estadual. Temos vários professores interlocutores auxiliando os professores nas salas de aula e essa interação é fundamental para que a inclusão aconteça na prática”, finaliza.

Veja fotos do evento abaixo.

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