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Dia 5 de novembro de 2018 | Por veronicajessica | Sobre Cursos, Feiras & Eventos e Superação

“Pessoas com deficiência, idosos e pessoas com obesidade são clientes que precisam de recursos específicos”, afirma o presidente do Instituto Humanus, entidade que promove no próximo dia 9 de novembro, em São Paulo, o ”. “O desenvolvimento de soluções, produtos e serviços deve contemplar a totalidade dos usuários”, diz Rodolfo Sonnewend. Encontro vai reunir especialistas em Arquitetura Assistiva, Direito Assistivo, Coaching Atitudinal Assistivo, Propaganda, Comunicação e Publicidade Assistivos.

No marketing tradicional, produtos e serviços são desenvolvidos para a maioria das pessoas. Mas quem faz parte da maioria? Foi a partir dessa questão que o engenheiro, administrador, publicitário, profissional de marketing e jornalista Rodolfo Sonnewend, CEO da agência Design Universal e presidente do Instituto Humanus, deu início ao conceito que hoje é chamado de marketing assistivo.

“O objetivo é atender ao maior universo de diferenças entre os clientes, procurando dar acessibilidade física e de conteúdo para todos, por meio da reorientação, reengenharia e outros processos, com os mais variados produtos e serviços”, explica Sonnewend.

“Uma simples arrumação ou disposição de produtos na prateleira de um supermercado, atendendo a NBR 9050 da ABNT, permite ao cadeirante ter acesso aos produtos, seja qual for a altura ou disposição, sem auxílio de ninguém”, diz o especialista.

“Sabemos que, se conseguirmos atender às diferenças, todos indivíduos da população estarão bem supridos. Uma bula de remédio com uma tipologia maior, rampas de acessos aos ambientes, barras nos banheiros, produtos armazenados nos supermercados segundo as diretivas da ABNT, e muito mais, contribuem para melhor qualidade de vida de todos os cidadãos, independentemente de suas diferenças”, defende.

A acessibilidade tomou outra importância para Rodolfo Sonnewend em 2010, quando ele sofreu um acidente e precisou usar cadeira de rodas durante um ano. Atualmente, se locomove com o apoio de uma bengala.

“Começou pela acessibilidade física, mas depois, como sou jornalista, comecei a perceber que o acesso às informações também era complicado. Fui ao Instituto Dorina Nowill e lá tive a iluminação de que poderíamos criar acessibilidade para tornar os processos mais eficientes. Também tive apoio de uma grande amiga, Marta Machado (que trabalhou na AACD e na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo), que me ajudou a entender a legislação e a decodificar esse mercado. Hoje, ela é diretora do Instituto Humanus”, conta o presidente do instituto.

Sonnewend destaca as diversas legislações para pessoas com deficiência, como a Lei Brasileira de Inclusão (nº 13.146/2015) e a Lei de Cotas (nº 8.213/1991), além do Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003) e do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). “Está em trâmite na Câmara o Projeto de Lei (PL) 4.328/16, que cria o Estatuto da Pessoa com Obesidade“, ressalta.

“A essência do nosso projeto está no design universal, amparado em sete pilares estruturais. Essa temática era abordada apenas na engenharia e o Instituto Humanus converte esses pilares para a comunicação e o marketing, com a criação do design universal comunicacional”, explica.

Na prática, o mundo do consumo tem referências do ser humano universal – pessoa destra, com 1.73m de altura, 75 kg peso e pés entre os tamanhos 35 e 39. Sendo assim, quase todos os produtos e serviços são construídos para este tipo de pessoa.

“Pense no exemplo de uma tesoura para canhotos. Aplicando o design universal, essa tesoura tem cabo invertido na área de corte, transformando em uma tesoura multiuso, para destros e canhotos. Transferindo para a comunicação, no caso da internet, temos os protocolos inclusivos (W3C e WCGA), que alteram o código dos websites, gerando conformidade com a acessibilidade para cegos e surdos”, diz.

O publicitário explica ainda que o design universal comunicacional, na publicidade, torna a comunicação acessível para todos.

FÓRUM – Todos os detalhes sobre esse novo conceito e suas diversas formas de aplicação serão explicados e debatidos no dia 9 de novembro (sexta-feira), durante o ‘1º Fórum de Marketing Assistivo’, evento inédito em todo o mundo, organizado pelo Instituto Humanus na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) de São Paulo, que fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade, nº 564, portão 10, na Barra Funda, em São Paulo.

Participam especialistas em Arquitetura Assistiva, Direito Assistivo, Coaching Atitudinal Assistivo, Propaganda, Comunicação e Publicidade Assistivos.

“O público da diversidade assistiva é consumidor e, assim sendo, merece tratamento como tal, com soluções de acessibilidade para inclusão dia a dia”, completa Rodolfo Sonnewend.

As vagas são limitadas. Inscrições devem ser feitas pela internet – http://www.designuniversal.com.br/design-universal-inscricoes/.

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