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Dia 13 de outubro de 2015 | Por Brenda Cruz | Sobre Notícias e Saúde

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Um estudo da pedagoga Bianca Messenberg analisou a ocorrência de hepatite entre a população surda de Ribeirão Preto

As hepatites B e C são doenças virais que representam problemas importantes no panorama da saúde universal. Entre os principais fatores de risco estão as transfusões de sangue e derivados, o contato com sangue ou secreções por relações sexuais desprotegidas e o compartilhamento de agulhas ou seringas. Sabendo-se esses fatores de risco, a população pode prevenir a doença de algumas formas. No entanto, entre a população surda, que é marginalizada no acesso aos meios de comunicação, esses fatores são desconhecidos, dificultando para que sejam tomados os cuidados necessários.

Um estudo da pedagoga Bianca Messenberg analisou a ocorrência de hepatite entre a população surda de Ribeirão Preto, verificando os principais fatores de risco para essa população. “A marginalização social em virtude das barreiras impostas pela surdez ao acesso a informações e atendimento constitui, sem dúvidas, o principal problema a elevar riscos de doenças entre surdos. Além disso, fatores de risco tradicionais para hepatites virais são igualmente verificados entre eles, tais como tatuagens, piercings, consumo de drogas ilícitas, antecedentes de prisão e compartilhamento de seringas e agulhas, para citar os mais relevantes”, afirma Bianca.

Além disso, sabe-se que os surdos, em decorrência de suas próprias limitações, apresentam maior vulnerabilidade, tanto à doença, quanto ao risco de complicações. “Um bom exemplo refere-se ao consumo de bebidas alcoólicas, expressamente contraindicadas para pacientes com hepatites crônicas. Se a pessoa tem limitado acesso a informações e a serviços de saúde de boa qualidade, essa contraindicação pode ser ignorada ou não adequadamente valorizada por parte do paciente”, afirma Afonso Passos, médico orientador do estudo de Bianca.

Para que esse problema seja diminuído no Brasil e no mundo, é necessário que se façam políticas de inclusão social também na área da saúde e informação. “É importante esclarecer que apesar da Língua Brasileira de Sinais (Libras) ser oficialmente reconhecida no Brasil, ela é ainda pouco usada no sistema de saúde, fazendo com que a população de surdos fique praticamente à margem das atividades de disseminação de informações que orientem medidas preventivas”, alega a pedagoga. Assim, a utilização de materiais preventivos acessíveis pode ser uma boa ferramenta no sentido de levar informações para deficientes auditivos, diminuindo assim os riscos de desenvolvimento de doenças.

(Fonte: Agência Universitária de Notícias da USP)

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