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UFRRJ cria livro digital para pessoas com deficiência
Dia 26 de junho de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Notícias e Tecnologia

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O direito à leitura é para todos e isso será concretizado com mais evidência para as pessoas com deficiência. A adaptação de livros didáticos tradicionais para estudantes cegos, surdos, com deficiência intelectual e autismo vem sendo desenvolvida pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) a partir de uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização não governamental (ONG) Movimento Down, iniciada em 2014. O livro vem sendo desenvolvido no Brasil por pesquisadores do Observatório de Educação Especial e Inclusão Escolar (OBEE) da UFRRJ.

Segundo a coordenadora do grupo de pesquisa do departamento, Márcia Pletsch, a universidade conta com uma equipe interdisciplinar, formada por pesquisadores de diferentes instituições do estado, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Colégio Pedro II, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), envolvendo as áreas de educação e tecnológica. “Estamos com o protocolo pronto e já em fase de compra de materiais. O dinheiro foi liberado só agora, estamos adquirindo os tablets”.

O livro didático digital vem sendo desenvolvido de acordo com a metodologia do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). A ideia é começar a utilização do projeto-piloto em agosto. Alguns dos professores serão selecionados para turmas de alunos cegos, surdos, com autismo e deficiência intelectual. “Temos que ir para as escolas, no contexto real das salas de aula, para validar o protocolo”, disse Márcia.

Escolas de 16 municípios são parceiras do projeto, que já participaram de uma ação anterior sobre deficiência intelectual tiveram prioridade. De acordo com Márcia, serão estudados quatro casos de cada deficiência. Um protocolo ético e metodológico na área de humanas será seguido, incluindo autorização das famílias para filmagens.

Pesquisadores da UFRRJ e Uerj irão atuar em conjunto com os professores estaduais, acompanhando a aplicação do livro digital nas salas de aulas. Márcia Pletsch lembrou que, para garantir acessibilidade a todos, o projeto observa especificidades teóricas de linguagem e construção do desenvolvimento cognitivo dos diferentes tipos de deficiência.

De acordo com Márcia, o projeto é pioneiro internacionalmente “Se conseguirmos acessibilidade para um livro didático digital na Baixada Fluminense, conseguiremos em qualquer lugar do planeta”. Caso o projeto seja validado, poderá ser replicado em qualquer lugar do mundo. “A proposta é validar o projeto do Unicef e fazer uma devolutiva para o órgão das Nações Unidas”. O Unicef Brasil está acompanhando a aplicação.

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