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Quatro alunos cegos exibem seus respectivos lanches, que foram montados sob as orientações do chef, à esquerda.
Dia 26 de setembro de 2016 | Por Rosa Buccino | Sobre Notícias e Tecnologia e Trabalho

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Tecnologia que soa como música e gastronomia, nova realidade para pessoas com deficiência, foi o evento realizado dia 22 de setembro pela Tecassistiva e pela Microsoft, na cidade de São Paulo, integrando as comemorações do mês da inclusão, conhecido como Setembro Verde.

 

Alunos com deficiência visual lendo receitas em Braille e Texto Ampliado / Alunos deficiência visual em aula de gastronomia.Alunos com deficiência visual lendo receitas em Braille e Texto Ampliado / Alunos deficiência visual em aula de gastronomia.Alunos com deficiência visual lendo receitas em Braille e Texto Ampliado / Alunos deficiência visual em aula de gastronomia.Alunos com deficiência visual lendo receitas em Braille e Texto Ampliado / Alunos deficiência visual em aula de gastronomia.Alunos com deficiência visual lendo receitas em Braille e Texto Ampliado / Alunos deficiência visual em aula de gastronomia.

 

Richard Chaves, diretor de inovação da Microsoft abriu o evento, afirmando que a velocidade galopante da informação digital abre imenso leque de oportunidades para que as empresas alinhem seus lançamentos pensando nas pessoas com deficiência. “É o momento da inclusão. São 45 milhões de pessoas que têm o direito e podem acessar as informações”, enfatizou.

Alessandro Augusto, diretor da Tecassistiva, empresa especializada em tecnologia e acessibilidade, conduziu o evento, destacando a tecnologia que tornou possível a transmissão ao vivo para diversas Secretarias de Educação no Brasil, agradecendo a presença de Jairo Rozenblit e Paulo Cardoso, o presidente e o diretor da Logitech

Destacou também o valor da inclusão educacional e cultural da pessoa com deficiência. Durante a programação, foram abordadas várias ações positivas para a acessibilidade nos ambientes de ensino, do nível fundamental ao profissionalizante.

 

Executivos prestigiam o evento / Secretária Emmanuelle Alkmin palestra sobre gestão e acessibilidade.Executivos prestigiam o evento / Secretária Emmanuelle Alkmin palestra sobre gestão e acessibilidade.Executivos prestigiam o evento / Secretária Emmanuelle Alkmin palestra sobre gestão e acessibilidade.Executivos prestigiam o evento / Secretária Emmanuelle Alkmin palestra sobre gestão e acessibilidade.

 

Emmanuelle Alkmin iniciou as palestras com sua experiência à frente da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência em Campinas. Lá, com apoio da Tecnologia, a Prefeitura está levando acessibilidade aos serviços para a população, desde o transporte público até as salas de aula. Emmanuelle mostrou filme com tais realizações e alertou os gestores, pois essa transformação requer liderança e iniciativa.

Simultaneamente às apresentações, numa sala anexa com transmissão ao vivo by Logitech, o chef Eduardo Mandel lançou o livro Sanduíches Especiais às pessoas com deficiência visual. Quatro alunos cegos do Instituto Padre Chico puderam participar da aula de gastronomia, acessando o livro de imediato em braille e em texto ampliado e botando a mão na massa, numa proposta de alimentação mais saudável.

“Cada aluno pôde acessar as páginas de uma mesma receita de meu livro. Um dado interessante é que cada um deles montou o lanche com os mesmos ingredientes, mas com estilo próprio, dando asas à criatividade”, encantou-se o chef, que visa ações futuras igualmente inclusivas.

A seguir, Fábio Bonvenuto, professor do Conservatório Musical de Guarulhos, e coordenador do grupo Música do Silêncio, deu uma verdadeira aula sobre como a tecnologia beneficia o aprendizado dos seus alunos, e demonstrou o acesso imediato em Braille para o ensino de musicografia para cegos.

Ao vivo, orientada pelo professor, Bruna, sua aluna cega escreveu e editou uma música em Braille, com o apoio da linha braille. A seguir, tal música foi impressa numa impressora Braille, e dessa forma outros alunos puderam ser envolvidos.

Gustavo, outro aluno cego, tocou teclado e confidenciou à plateia: “com ajuda da tecnologia, tenho mais facilidade para aprender partitura do que os meus primos que enxergam, pois acho que as informações em Braille são mais organizadas.”

Aluna cega escrevendo partitura musical em Braille / Professor Fábio orientando seu alunos / pessoas lendo em Braille e em tinta e cantando.Aluna cega escrevendo partitura musical em Braille / Professor Fábio orientando seu alunos / pessoas lendo em Braille e em tinta e cantando.Aluna cega escrevendo partitura musical em Braille / Professor Fábio orientando seu alunos / pessoas lendo em Braille e em tinta e cantando.Aluna cega escrevendo partitura musical em Braille / Professor Fábio orientando seu alunos / pessoas lendo em Braille e em tinta e cantando.Aluna cega escrevendo partitura musical em Braille / Professor Fábio orientando seu alunos / pessoas lendo em Braille e em tinta e cantando.Aluna cega escrevendo partitura musical em Braille / Professor Fábio orientando seu alunos / pessoas lendo em Braille e em tinta e cantando.

A aula culminou com todo o público cantando em coro a música “É preciso saber viver – de Roberto Carlos”, com a letra disponível em tinta e também em braille, num dos momentos emocionantes do evento. Vale destacar que esse projeto do professor Bonvenuto foi premiado na Universidade de Coimbra – Portugual.

Para finalizar, profissionais de educação e negócios integraram uma mesa redonda,  com o tema Inclusão nas empresas: da escola ao posto de trabalho.

Erly Freddi, diretora de negócios da Specialisterne, tem como missão orientar e oferecer emprego para pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Os profissionais Andreza Matsumoto, Daniela Montesano, Izete Malaquias e David Farias compõem equipe do Senac, com vasta ação de acessibilidade, da gerência de pessoal ao setor educativo do Centro Universitário de Santo Amaro – destacaram desde acessibilidade arquitetônica até a evolução da metodologia de ensino que faz da Instituição uma referência em acessibilidade.

Kelly Assunção, gestora de Emprego e Educação da Apae DF, apresentou os grandes avanços em empregabilidade que a instituição tem conquistado e o destacado papel que as tecnologias tem para a autonomia da pessoa com deficiência em particular. Gorete Cortez, Educadora do Hospital Provisão de São José dos Campos, fez questão de alinhavar a importância de escrever corretamente em Braille, como ocorre em sua instituição que reúne tecnologia e o apoio de revisores gabaritados para a alfabetização dos alunos com deficiência visual.

Alexandre Costa, profissional cego e coordenador de sistemas do Itaú esteve presente. Com muita presença de espírito e uma liderança nessa área, Alexandre encerrou as participações dizendo: “pela conexão imediata entre o mundo digital e a ortografia, a linha Braille vem a ser o Uber da acessibilidade comunicacional.”

Gestores participantes da mesa redonda / Pronunciamentos individuais / Encerramento.Gestores participantes da mesa redonda / Pronunciamentos individuais / Encerramento.Gestores participantes da mesa redonda / Pronunciamentos individuais / Encerramento.Gestores participantes da mesa redonda / Pronunciamentos individuais / Encerramento.Gestores participantes da mesa redonda / Pronunciamentos individuais / Encerramento.Gestores participantes da mesa redonda / Pronunciamentos individuais / Encerramento.

Alessandro Bueno, Gerente de Negócios da Microsoft, encerrou agradecendo a todos e destacou que esse evento é a prévia de um curso, presencial e à distância, que deve multiplicar esses benefícios pelo país.

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