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Unicesumar quintuplica em dois anos número de alunos com deficiência
Dia 25 de setembro de 2017 | Por Audrey Scheiner | Sobre Educação e Notícias
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O número de alunos com deficiência da educação à distância (EAD) da Unicesumar, de Maringá (PR), aumentou quase cinco vezes entre 2015 e 2017. O crescimento de 47 para 237 estudantes é devido à implantação do setor de apoio a Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEE). O departamento faz o atendimento ao estudante e garante suporte aos polos educacionais e aos profissionais para uma instituição de ensino superior inclusiva.

Segundo Waléria Henrique dos Santos Leonel, supervisora operacional do PNEE e professora do curso de Pedagogia da Unicesumar, “os alunos com deficiência são atendidos de forma individual desde a identificação na matrícula”. Os recursos oferecidos vão de material didático, eliminação de barreiras arquitetônicas e avaliações adaptadas.

Neste ano, 71 alunos estão fazendo provas adaptadas. “Aos deficientes visuais, por exemplo, ofertamos AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) acessível com software de leitor de tela NVDA (sigla em inglês para Acesso Não-visual ao Ambiente de Trabalho), descrição de imagens nos materiais, ledor e escriba. Aos surdos, intérprete de Libras, legendas e correção das avaliações diferenciadas respeitando a escrita”, disse.

Os 237 alunos resguardados pela Política Educacional Inclusiva estão em mais de 100 dos 160 polos de EAD da Unicesumar espalhados pelo Brasil. Deste total, 64 são cegos, 68 deficientes físicos e 35 auditivos.

Os estudantes com distúrbio de aprendizagem e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), somam 68. Waléria relata que as adaptações dos materiais são realizadas pela equipe do setor e conteúdo do material é o mesmo que dos demais alunos, o que diferencia é que damos condição para o acesso ao conteúdo e ao conhecimento. “Nosso diferencial é acreditar na potencialidade da pessoa com deficiência e oportunizar acesso ao ensino de qualidade, por meio da eliminação das barreiras à acessibilidade, tendo um setor para atender ao público que compreende a educação inclusiva, respeitando os direitos e as legislações brasileiras”, diz Waléria.

Para a supervisora do PNEE, com as mudanças na legislação pertinente à educação inclusiva, as pessoas com necessidades educacionais especiais estão buscando mais as instituições de ensino superior que têm dado condições para o aprendizado. “E a educação à distância abre portas para elas”, conclui.

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