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De acordo com Renata Silva, cardiologista pediátrica há 12 anos, uma das características da síndrome é a possibilidade de má-formação no coração. Em vez de o órgão formar dois átrios (camadas superiores responsáveis por receber o sangue) e dois ventrículos (camadas inferiores que bombeiam o sangue para fora do coração) separados entre si por paredes musculares e válvulas, essas paredes podem não se desenvolver completamente. Dessa forma, acontece uma comunicação que não deveria existir entre as cavidades do coração, o que sobrecarrega o músculo cardíaco e os pulmões.

Ainda segundo a cardiologista, a doença cardíaca mais associada à síndrome de Down é a Defeito do Septo Atrioventricular, também conhecida como DSAV.

Cardiologista pediátrica formada pelo Instituto Nacional de Cardiologia

Cardiologista pediátrica formada pelo Instituto Nacional de Cardiologia

Em conjunto com Renata Silva, a Revista D+ listou os principais alertas, cuidados e tratamentos de doença no coração. Confira abaixo:

Alertas

1 – Rápido cansaço durante a amamentação: É comum a aceleração do coração da criança e o aparecimento de suor.

2 – Ocorrências frequentes de pneumonia.

3 – Dificuldade no ganho de peso.

4 – Lábio e nariz roxos em momentos de choro.

Cuidados

1 – Boa alimentação: A criança precisa ganhar peso e fortificar a imunidade. Portanto, as refeições devem ser ricas em calorias, mas com alimentos de valor nutricional. O sal em excesso também deve ser evitado na dieta.

2 – Vacinas em dia: O calendário de vacinas deve ser respeitado. É importante tomar a antipneumocócica e fazer a prevenção contra o vírus sincicial respiratório (VSR).

3 – Boa higiene bucal: A escovação correta elimina as bactérias, o que previne a endocardite. Ou seja, a inflamação de estruturas internas do coração.

4 – Manter uma rotina de atividades físicas: O exercício físico auxilia na circulação sanguínea. Mas em casos de problemas cardíacos, os aconselhamentos médicos devem ser respeitados.

Tratamentos

1 – Medicamentos diuréticos: O tratamento feito com medicamentos diuréticos permite que o coração com má formação consiga bombear o sangue com mais facilidade.

2 – Cateterismo cardíaco.

3 – Cirurgia: O melhor momento para fazer esse tipo de procedimento é, de preferência, antes dos seis meses de vida e quando a criança atinge um peso em torno de cinco quilos. Após a cirurgia, é necessário um acompanhamento para o resto da vida.

Para finalizar, a especialista aponta a importância de se realizar um ecocardiograma fetal. Esse exame mostra o coração do bebê ainda dentro da barriga da mãe e detecta os defeitos cardíacos presentes. É um procedimento do pré-natal importante para que a família se organize perante as futuras demandas do filho.

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