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Habilidade na montagem de arranjos florais.
Dia 3 de outubro de 2016 | Por Rosa Buccino | Sobre Arte e Comportamento e Idosos

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Há muitas histórias que demonstram que vale a pena virar o jogo na maturidade em busca de realização profissional. É o caso de Leo Mendes que participa da Expoflora, em Holambra, interior de São Paulo, há 25 anos, e teve sua grande virada profissional porque não tinha mais interesse pelo antigo cargo administrativo. Daí, nos anos 90, decidiu pesquisar sobre negócios promissores e notou que no bairro onde ainda mora, em Campinas, não tinha uma floricultura e, por isso, decidiu montar seu próprio negócio.

Graduada como professora de Arte Floral pela Academia Brasileira de Artistas Florais (ABAF) e pela Escola Ibero Americana de Arte Floral, Espanha, Leo participa assiduamente de eventos pelo Brasil e exterior, ministrando workshops ao vivo. Comanda, ainda, a Escola de Formação de Floristas Leo Mendes em parceria com Tania Santos, outra profissional do segmento.

Como as colegas de profissão, a florista Helena Lunardelli aposta na arte floral desde os anos 2000. Autodidata, pesquisou sobre paisagismo até montar um atelier, ser reconhecida no mercado nacional e acumular participações no cinema, na TV e em campanhas publicitárias, como a Grendene, em 2003, com a modelo Gisele Bündchen e fotos de Bob Wolfenson. Recentemente, ela lançou o livro Pequenos Arranjos do Cotidiano com dicas e arranjos florais criativos.

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Panorâmica mercadológica

Longe da crise econômica que afeta o país, o mercado dedicado à produção e comercialização de flores vai muito bem. Tamanha representatividade tem relação com duas grandes cooperativas de flores da cidade paulista de Holambra, que donas de estratégias mercadológicas eficientes, incluindo o investimento em novas tecnologias e inovações abocanharam 40% do mercado nacional de flores até metade do ano de 2016.  Uma delas, a Veiling, tem 400 sócios produtores e 600 clientes ativos. Já a Cooperflora tem 58 sócios produtores e atende a 400 clientes ativos.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), o faturamento desse mercado cresce significativamente. Em 2014 foi de R$ 5,7 bilhões; em 2015, R$ 6,2 bilhões e em 2016 são previstos R$ 6,65 bilhões de faturamento. Com base nesses dados, Kees Schoenmaker, presidente do instituto, avalia: “O gasto médio por habitante é de R$ 26,68 no Brasil. É baixo comparado a R$ 150,00, gasto médio anual de um cidadão europeu com flores. Na Alemanha, maior consumidor europeu, o gasto é de R$ 190,00 por habitante. Portanto, há um mercado pouco explorado no que se refere ao consumo de flores no país”.

POR DENTRO DOS NÚMEROS

Fonte: Ibraflor

  • O mercado de flores responde por 199.100 empregos diretos, dos quais 78.700 (39,53%) são relativos à produção, 8.400 (4,22%) à distribuição, 105.500 (53,00%) ao varejo e 6.500 (3,25%) a outras funções de apoio.
  • O Brasil tem 8.250 produtores de flores e 14.992 hectares de área cultivada (propriedade média de 1,8 hectares) que respondem pelo cultivo aproximado de 3.500 variedades e 350 espécies de flores e plantas ornamentais.
  • Para comercializar a produção de flores, estão cadastradas 60 centrais de atacado, 650 empresas atacadistas e 19.240 pontos de venda no varejo.
  • Em média, são organizadas 30 feiras e exposições pelo Brasil por ano.

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