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Na manhã desta quarta-feira, 29, uma comitiva que representa o Papa Francisco foi ao Instituto Olga Kos, em São Paulo, para conhecer os projetos desenvolvidos para mais de 2500 crianças e jovens com deficiência intelectual. Por uma iniciativa do pontífice, 12 instituições foram selecionadas para integrar um programa mundial de educação pela cultura, no qual Olga foi escolhido.

O Ex-secretário da Cidadania Cultural, Célio Turino, que desenvolveu projetos como “Pontos de Cultura” no Brasil, foi o mediador entre o Instituto e o papa. Ele afirma que a ideia surgiu quando Francisco ainda era arcebispo de Buenos Aires. O programa começou inicialmente com a “Escola de Vizinhos” e se expandiu para o Scholas Occurrentes (Escola do Encontro, em português) – ONG que hoje está presente em mais de 190 países promovendo cultura e integração social por meio do esporte e da arte.

“É sempre da escassez que nascem as soluções, dizia Milton Santos [geógrafo brasileiro]”, essas foram as palavras de Célio ao falar sobre as desigualdades existentes no Brasil e dos projetos sociais que surgem em contrapartida. “O povo brasileiro foi criando redes de solidariedade por baixo do tecido social. Que bom que o papa percebe isso”.

Karatê

Karatê com professor Marcio Del Nero. Foto de: Marcos Florence

Durante o evento, houve apresentação de karatê dos jovens com deficiência do Instituto. Marcio Del Nero, 33, atualmente é professor da equipe, ele, que tem Síndrome de Down, já foi um dos alunos da turma. “Não é fácil chegar a nível tão alto, mas eu cheguei até aqui porque foi algo com o que eu me identifiquei muito. Procuro passar o valor da nossa cultura para os alunos”, afirma o professor.

O presidente do Instituto, Dr. Wolf Kos, afirma sentir-se honrado em fazer  parte das 12 ONGs escolhidas para esse programa mundial. Ele explica que a ideia da criação do Olga Kos, em 2007, veio de um momento difícil em que ficou internado para realizar uma cirurgia cardíaca e teve uma infecção hospitalar. Durante o período hospitalizado, assistia a uma novela que tinha uma personagem infantil com Síndrome de Down, e prometeu à sua esposa, Olga Kos (homenageada com o nome do instituto) que se sobrevivesse, criaria a ONG.

Wolf

Presidente do Instituto, Dr. Wolf Kos. Foto de Marcos Florence

Em coletiva de imprensa, houve a participação de toda a equipe envolvida no projeto apresentado, inclusive de representantes da Instituição Beneficente Nosso Lar, que cede o espaço para o IOK. O Diretor Mundial da Escola do Encontro, José Maria Del Corral, também falou sobre a importância da inclusão e objetivos da parceria. “Não existe educação sem amor”, ele conclui.

Olga

Drª Olga Kos, vice-presidente do Instituto. Foto de Marcos Florence

Atividades como takewondo e karatê, assessoria com psicólogos, pedagogos e artistas plásticos são oferecidas pelo Instituto para os alunos dos CEUs (Centro Educacional Unificado) de São Paulo. “A intenção é fazer com que eles [alunos] se sintam incluídos na sociedade e conhecer o lugar deles como cidadão”, afirma a vice-presidente do Instituto, Drª Olga Kos. Sobre a escolha do papa pelo trabalho desenvolvido ela explica: “É uma honra. É só trabalhando sério, com honestidade, com carinho e dedicação que você consegue isso”.

 

 

 

Por Renata Lins

 

 

 

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